Aqui começa o registro de uma grande aventura familiar. Por terra, vamos desbravar caminhos, conhecer relevos, vegetações, sotaques diferentes. Vamos descobrir o nosso Brasil que não está nos livros. No trajeto nos encantaremos com as paisagens e nos depararemos com situações difíceis. Será um exercício coletivo de resistência, tolerância, solidariedade, amor ao próximo, enfim, tudo o que deve servir de base pra o que se espera de uma família. Tudo vai ficar registrado aqui. Viaje com a gente!
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Saindo de Petrolina...
Seis da manhã. Estamos de pé para mais um dia de estrada. A noite no Hotel Velho Chico (www.velhochicoplazahotel.com.br) foi revigorante. Quartos novos, limpos, e uma disponibilidade em ajudar encantadora do recepcionista Dênis. Recomendo demais. Pra não ter sido perfeito, só faltou um restaurante no próprio hotel (que sem tem, estava fechado), pra gente jantar. Xuxu teve que ir ao shopping à noite pra buscar lanche pra todo mundo. Fora isso, nota 10!
Temos pela frente 625km até Jequié, na Bahia. Quem sabe estiquemos até Poções. A estrada é quem dirá. Torçam aí pra que o nosso dia seja bom e seguro.
De noite tem mais novidades. Inté!
terça-feira, 9 de julho de 2013
Petrolina nunca pareceu tão longe...
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| Minas, aí vamos nós!!! |
Primeiro dia na estrada. Ansiedade a mil! Turma maior e um destino lindo pela frente. Pois é... Mas mesmo assim, com toda essa vibração, os 836,9km que separam Fortaleza da cidade pernambucana de Petrolina pareceram mais de mil. É que depois de uma segunda-feira agitadíssima com os preparativos pra nossa nova jornada, tínhamos dormido pouco, e a estrada, cheia de caminhões, deixou tudo meio tenso. O bom da história é que, justiça seja feita, a BR 116 não está ruim, não.
Como da outra vez, saímos de Fortaleza um pouco atrasados. Acordamos às 5h, com previsão de "largada" para as 6h. Mas entre finalizar a bagagem, arrumar o carro, trancar a casa, alimentar as cachorras e tals, perdemos um tempinho. Colocamos o pé na estrada, de fato, às 7h. Pra uma turma de 10 pessoas, até que não foi tão mal, né?
Paradinha básica no Triângulo Quixadá (impossível não parar nesse "point" de quem é estradeiro e vai deixar o Ceará pela BR-116) e, em seguida, em Jaguaribe, pra um lanche rápido. A estrada está em manutenção em alguns pontos e perdemos um tempinho em engarrafamentos.
Nossa chegada a Brejo Santo foi perto de 1h da tarde. Um almoço lindo esperava a gente no sítio Ladeira Vermelha, da família da Iolanda.
Comida boa e vista linda, pra gente revigorar as energias e encarar os outros 345km que teríamos pela frente até Petrolina.
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| (foto do meu irmão Jaime, que também tá registrando a viagem no álbum "Expedição Minasgold 2013" no facebook dele/ https://www.facebook.com/domjaime.diolanda.5/media_set?set=a.135763146632171.1073741842.100005954585221&type=1) |
Já eram mais de 3h da tarde quando conseguimos sair de Brejo Santo. Assim, chegamos a Petrolina às sete da noite, bem na batida programada pelo GPS.
| Nosso fim de tarde hoje. Sertão lindo! |
O problema é que... olha só o que dizia o mapa do Guia 4 Rodas:
Ainda bem que chegamos são e salvos! Estamos hospedados do Hotel Velho Chico, uma grata surpresa. Quartos limpos, camas boas, atendimento simpático demais. Agora, é descansar pra amanhã retomar nossa jornada. Nossa meta é cruzar parte da Bahia e chegar a Jequié. Bora??
BASTIDORES:
- Pedro, como sempre, dorme a maior parte do tempo. E quando acorda, lá do seu banco no fundo do carro, vai disparando a metralhadora de perguntas. Quantos habitantes tem tal cidade, quanto tempo demora pra chegar de avião até a Bolívia (???), quanto é tanto vezes tanto, e por aí vai. Já seu deu conta que, de vez em quando, "a vegetação parece com a da África", e constatou que tá mesmo seco o Nordeste. E após longos trechos de estrada, quando avista uma localidade com mais de 10 casas, solta: "_ olha, finalmente chegou numa sociedade".
- Mamãe já tá de pescoço duro. Tensa que só! Olhos atentos em cada centímetro de asfalto, está alerta à aproximação de qualquer caminhão. Acho que pensa que vai conseguir, com o poder do olhar, frear os gigantes que tiram fina da gente em curvas, ou nos assustam nas ultrapassagens. Haja tandrilax!!!
- Até o fim da viagem hei de descobrir porque a minha sobrinha Ethel não desgruda da bolsinha Victor Hugo que carrega à tiracolo. Não, não é só elegância....
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Correria na reta final pra pegar a estrada!
Tudo estava programado pra acontecer tranquilamente. Eu estou de férias, e claro, teria tempo de sobra para as providências da viagem. Que nada! Assim como na vez passada, o dia da "largada" foi se aproximando e percebemos que tínhamos deixado um monte de coisa pra última hora. Da revisão do carro ao tênis mais confortável...
O fato é que faltam pouco menos de 5 horas para o horário marcado para nossa saída de Fortaleza, e ainda estou por aqui, tentando me lembrar de qualquer detalhe que possa me surpreender negativamente quando já estivermos longe e não tiver mais jeito de voltar.
Como disse no post anterior, dessa vez a turma é maior. A princípio temos o desfalque da Bia e da Maria Clara. A Bia desistiu de ir quase na última hora. A Maria Clara vai de avião nos encontrar depois, já em BH, por causa de um tal curso de férias (que, pelo andar da carruagem, eu nem sei se vai servir, mas não tive argumentos para negar). No lugar delas entram meus pais e a filha do Xuxu, a Gabi. Nos acompanhando, no segundo carro, seguem meu irmão, Jaime Neto, minha cunhada Iolanda, e os sobrinhos Ethel e Heitor. A outra sobrinha, Carol, também vai nos encontrar direto em BH, porque tem compromisso imperdível em Campos do Jordão (ô bando de adolescente metido a independente, god!).
Enfim, com a turma maior, a viagem tende a ser mais animada e mais segura também. Um carro dá suporte ao outro. Sobre a animação, eu tô aqui repensando... É, pode ser mais animada, mesmo, ou um caos total. Se quando éramos 5 tivemos nossos "lundus", imaginem sendo 12! Das duas, uma: ou a gente aprende a se amar ainda mais, e a respeitar as diferenças dos outros, ou vai ser como o Big Brother, na base do paredão, eliminando um por vez... Aí eu vou rir!
NOSSO ROTEIRO:
A idéia é saírmos de Fortaleza às 6 da manhã, com almoço marcado em Brejo Santo, terra natal da minha querida cunhada, e onde nos espera um banquete! De lá, nossa meta é chegar a Petrolina. Será que a gente consegue?
Mapas e GPS estão prontos. Nosso cooler de guerra, cheio de coisas geladinhas pro caminho, também. E o principal: nossa imensa vontade de viver essa nova experiência. Vamos ver no que vai dar!
O fato é que faltam pouco menos de 5 horas para o horário marcado para nossa saída de Fortaleza, e ainda estou por aqui, tentando me lembrar de qualquer detalhe que possa me surpreender negativamente quando já estivermos longe e não tiver mais jeito de voltar.
Como disse no post anterior, dessa vez a turma é maior. A princípio temos o desfalque da Bia e da Maria Clara. A Bia desistiu de ir quase na última hora. A Maria Clara vai de avião nos encontrar depois, já em BH, por causa de um tal curso de férias (que, pelo andar da carruagem, eu nem sei se vai servir, mas não tive argumentos para negar). No lugar delas entram meus pais e a filha do Xuxu, a Gabi. Nos acompanhando, no segundo carro, seguem meu irmão, Jaime Neto, minha cunhada Iolanda, e os sobrinhos Ethel e Heitor. A outra sobrinha, Carol, também vai nos encontrar direto em BH, porque tem compromisso imperdível em Campos do Jordão (ô bando de adolescente metido a independente, god!).
Enfim, com a turma maior, a viagem tende a ser mais animada e mais segura também. Um carro dá suporte ao outro. Sobre a animação, eu tô aqui repensando... É, pode ser mais animada, mesmo, ou um caos total. Se quando éramos 5 tivemos nossos "lundus", imaginem sendo 12! Das duas, uma: ou a gente aprende a se amar ainda mais, e a respeitar as diferenças dos outros, ou vai ser como o Big Brother, na base do paredão, eliminando um por vez... Aí eu vou rir!
NOSSO ROTEIRO:
A idéia é saírmos de Fortaleza às 6 da manhã, com almoço marcado em Brejo Santo, terra natal da minha querida cunhada, e onde nos espera um banquete! De lá, nossa meta é chegar a Petrolina. Será que a gente consegue?
Mapas e GPS estão prontos. Nosso cooler de guerra, cheio de coisas geladinhas pro caminho, também. E o principal: nossa imensa vontade de viver essa nova experiência. Vamos ver no que vai dar!
domingo, 7 de julho de 2013
Já, Já, botando o pé na estrada... De novo!
Já estávamos com saudades da estrada. Enfim, na próxima terça, dia 9, vamos mais uma vez sair do nosso porto seguro para uma nova etapa desse nosso "Descobrimento do Brasil". Os preparativos estão à toda. Desta vez a tripulação será maior, e nos dividiremos em dois carros. Nosso destino será Minas Gerais. As expectativas são grandes.
No próximo post a gente apresenta os viajantes dessa nova aventura. Espero que mais uma vez, nossos amigos viajem com a gente através das fotos e informações que colocaremos aqui.
E vai ser tudo ótimo de novo!
Aguardem....
No próximo post a gente apresenta os viajantes dessa nova aventura. Espero que mais uma vez, nossos amigos viajem com a gente através das fotos e informações que colocaremos aqui.
E vai ser tudo ótimo de novo!
Aguardem....
domingo, 28 de abril de 2013
A caminho de Punta Cana
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| Recepção do Barceló Capella Resort |
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| Praia de Juan Dólio |
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| Barceló Capella Beach Resort |
Descobrindo o Brasil além das fronteiras... onde tudo começou!

Antes de ir à República Dominicana, procure-a no mapa. À primeira vista, não vai ser fácil identificá-la. A ilha, na América Central, é cercada de vizinhas bem mais famosas como Cuba, Jamaica e Porto Rico e faz fronteira com o Haiti, que apesar de menor, também é mais conhecido. Mas talvez seja justamente por isso que a República Dominicana nos deixe mais impressionados. É que apesar do tamanho pequenino (cerca de 10 milhões de habitantes em todo o país), ela guarda algumas das paisagens naturais mais lindas do mundo, distribuídas em 1.500 km de praias paradisíacas, e um verdadeiro tesouro histórico para a América. Nem todo mundo sabe mas foi ali onde, em 1492, o explorador Cristóvão Colombo aportou, descobrindo o chamado “Novo Mundo”.
Tais atrativos fizeram do turismo a atividade econômica que mais se desenvolveu no país nos últimos 30 anos e é hoje a principal fonte de geração de renda para a população. Atualmente a ilha recebe 4 milhões de visitantes por ano, principalmente da Europa e dos Estados Unidos. Para os brasileiros, chegar à República Dominicana ficou mais fácil há poucos meses, com a abertura de voos diretos para a capital, Santo Domingo, que saem 5 vezes por semana do Rio de Janeiro e de São Paulo. E já da janela do avião é possível perceber que a cor do mar dominicano é diferente de tudo o que temos pelas bandas de cá.
Mas não é pela praia que sugerimos que você comece seu roteiro na República Dominicana. Entregue-se primeiro à história, visitando a Ciudad Colonial de Santo Domingo, berço do nosso passado. É aqui onde estão reunidos pelo menos 200 prédios declarados Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Entre eles, a Catedral Santa Maria De La Encarnación (1540), e o hospital San Nicolas de Bari (1503), os primeiros da América, além do Alcázar Colón, palácio onde viveu Diogo, filho de Cristóvão Colombo, e o Faro de Colón, onde estariam guardados os restos mortais do navegador.
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| Praça Colón, onde está a primeira Catedral das Américas |
A melhor forma de fazer esse roteiro é caminhando pelas ruas de pedras e se deixando encantar pelas fachadas antigas, pelo som alegre do merengue (sempre saindo de alguma janela), pelo colorido das roupas e pelo sorriso sempre pronto dos dominicanos, conhecidos pela simpatia e hospitalidade. Sente-se num dos bares da Plaza Colón ou da Plaza de España e refresque-se com uma “Presidente” geladíssima, a cerveja mais famosa do país. Dedique pelo menos dois dias ao patrimônio histórico, se permitindo dar uma paradinha no mercado para conhecer o artesanato local, ou numa tabacaria mais próxima, onde há sempre uma demonstração de como se produz um dos charutos mais famosos do mundo (depois de Cuba, claro!).


Se coincidir de passar um domingo em Santo Domingo, reserve a noite para apreciar uma festa popular linda chamada “Bonyê”, que acontece nas ruínas do antigo Monastério de São Francisco, também no centro antigo. O local vira palco para atrações de Son, Merengue, Salsa e outros ritmos locais, e os dominicanos não se intimidam em cair no rebolado “caliente” que a música pede. A alegria concentrada ali é contagiante. Bonito de se ver e de se ouvir.
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| As ladeiras próximas às ruínas do antigo Monastério de São Francisco ficam lotadas nas noites de Bonyê |
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Retomando contato...
Esse blog foi criado com o objetivo de registrar uma grande viagem que faríamos de carro, de Fortaleza ao Pantanal mato-grossense, "descobrindo o Brasil". Era dezembro de 2010... Aqui foram feitos relatos muito importantes pra nós sobre lugares novos que estávamos conhecendo, costumes, vegetações, relevos. Comentávamos sobre as condições das estradas, situações inusitadas, dicas de hospedagem, achados de pequenos paraísos que encontrávamos pelo caminho. A viagem foi uma experiência incrível pra toda a família e a iniciativa do Blog deixou tudo mais interessante. Tanto para os que estavam no carro, vivendo tudo aquilo, como para os que seguiam viagem com a gente através das nossas postagens. Muitos amigos pegaram carona com essa viagem virtual e também curtiram o roteiro com a gente. Ver os comentários no fim do dia era uma delícia!
Depois daquela primeira incursão no mundo blogueiro (uma das mais prazerosas da minha vida, é preciso registrar), ainda retornei algumas vezes aqui para relatar pequenas viagens, numa intensidade bem menor do que gostaria.
Mas agora deu vontade de voltar aqui pra falar sobre uma viagem recente que fizemos, para um lugar que nos encantou demais. E tenho certeza que depois de contar aqui o que vimos por lá, muita gente vai ficar com vontade de viajar também. Nossa viagem começa no próximo post! Até já!
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